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Após crise, Serguei se recupera com ajuda de Gugu Liberato

268957_36Em seu Templo do Rock, em Saquarema, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, Serguei conta apenas com a companhia de João, Elis, Joelma e Fiuk, os quatro cachorros, com os nomes de artistas da música popular e do pop brasileiros.

É lá que a figura do rock psicodélico das décadas de 60 e 70 recebe visitantes e turistas gratuitamente. Há seis meses ele se afundou numa crise financeira, após um rombo nas contas deixado por um ex-funcionário.

“Era uma pessoa que cuidava de mim. Fiquei nervoso, não comia bem. Aí vieram os jornais aqui, a televisão…. Eu fui ajudado pelo Gugu (Liberato). Ele pagou as minhas dívidas e consertou as infiltrações da casa. Depois disso, as coisas melhoraram. Sou muito agradecido a ele por tudo. Mas ainda estou muito cansado, muito nervoso, no geral. As pessoas estão difíceis”, contou Serguei ao jornal Extra.

A lembrança do namoro com Janis Joplin é um dos poucos motivos para arrancar dele um sorriso.

“O que eu mais sinto falta são as gargalhadas”.

Além da cantora, o roqueiro lembra com saudade os anos em que morou nos Estados Unidos. Mesmo isolado, entre as quinquilharias de discos, revistas, jornais antigos e a bota de Joplin, ele continua clipando suas matérias de rock e se informa sobre a política.

“Eu não tenho orgulho de morar no Brasil. Para eu me orgulhar, aqui tinha que ser uma nação. E não é. Olha o que eles (os políticos) estão fazendo com a gente. Não existe mais povo, não existe mais nada. O Brasil não vai a lugar nenhum. Bom era quando eu vivia na Califórnia. O problema é que eles (os americanos) olham para a gente com olhos de cérebro. Olha como eles miram a Amazônia!”.

Morador da cidade da Região dos Lagos desde os anos 80 após deixar a capital, o artista contou ao jornal que ganhou a casa de dois andares e quintal amplo de presente de um amigo surfista.

O Templo do Rock, atualmente, recebe ajuda de custo da Prefeitura de Saquarema. O governo reconhece o artista como figura ilustre da cidade e tem seu aniversário na agenda pública do município.

“No dia do meu aniversário, eles me convidam para tomar um café com a prefeita “It pay it all”(Isso recompensa tudo, em tradução direta do inglês). Outro dia, fui ali fora num encontro de motos e as pessoas me cercaram. Fico feliz de ainda levar alegria para as pessoas”.

Esse ano, Serguei será tema de três filmes em produção: Ficciodelia, O Último Beatnik e Serguei: 100 anos de Sacanagem, produzido por André Kaveira, seu amigo e produtor. Um dos documentários deverá ser lançado no Festival do Rio.

Embora se orgulhe das novidades, a música em geral não empolga o folclórico cantor. Ao ser perguntado sobre o que ouve atualmente, ele desvia o assunto. Após conhecer Jimi Hendrix e Jim Morrison, a nostalgia se mantém.

“Eu vi os Rolling Stones e os Beatles, que foram as maiores referências musicais e literárias que o mundo já teve. Com certeza eu tenho saudade da minha geração. Ela foi um marco. Agora, não há comparação. O rock era guitarra, baixo e batera. Nada mais que isso. Era uma resposta que dizia: isso é rock’n roll. Tenho uma vida de 50 anos na música, sou um artista. Cantor é uma coisa, artista é outra. O artista é a alma, o sangue, é o corpo humano. Eu ainda alimento essa máquina”.

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