Após polêmica, obra em igreja histórica de Nova Trento é suspensa – Rádio Cidade FM

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Após polêmica, obra em igreja histórica de Nova Trento é suspensa

igrejaA Arquidiocese de Florianópolis determinou a suspensão imediata da reforma da Igreja Matriz São Virgílio, em Nova Trento. As mudanças na construção histórica geraram polêmica na cidadee um abaixo-assinado por moradores depois da divulgação de que a intenção dos responsáveis pela obra era substituir ladrilhos originais por porcelanato.

Em nota, a Arquidiocese informou que a decisão de frear a reforma foi tomada por orientação da assessoria jurídica da instituição para avaliar a questão mais adiante em conjunto com o município de Nova Trento.

Objetivos da reforma
A paróquia da cidade propôs fazer mudanças na edificação, e entre os pontos estava a troca dos ladrilhos históricos por porcelanato. A construção em estilo gótico romano foi iniciada em 1939 e ficou pronta em agosto de 1942. Os ladrilhos são originais da época. Além de um abaixo-assinado para que o piso não fosse removido, várias entidades se manifestaram contra.

De acordo com historiadora Vanessa Celis Ruberti, também estavam previstas mudanças nos altares e retirada da nave central da igreja. “Detalhes que afetariam a estrutura arquitetônica e que compõe o templo religioso”, disse a especialista.

“Não está sendo procurado fazer uma restauração da igreja, estão querendo fazer uma reforma com descaracterização total da igreja”, opina o arquiteto Cleber Archer.

O caso ganhou projeção internacional. “Nós temos cartas de apoio da província de Trento [na Itália], que é de onde vieram imigrantes que construíram, contra”, disse o presidente do Circolo Trentino, Arno Archer Júnior.

Impedimento legal
A igreja é considerada, por lei municipal, patrimônio de excepcional valor histórico e precisa de autorização da prefeitura para passar por reformas. O projeto ainda não foi entregue ao município.

Conforme o assessor jurídico da prefeitura, Alex Berghahn, o projeto atual não seria aprovado. “Seria um impedimento legal. Não haveria como autorizar uma reforma por ser prédio histórico e não comportaria a alteração de características originais conforme disposição legal”, disse Berghahn.

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