Marqueteiros depõem no TRE de Salvador no processo que pede a cassação da chapa de Dilma – Rádio Cidade FM

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Marqueteiros depõem no TRE de Salvador no processo que pede a cassação da chapa de Dilma

Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura prestam depoimento na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Salvador, na Bahia, nesta segunda-feira (24), no processo que pede a cassação da chapa de Dilma e Temer por abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014. Segundo informações da assessoria do TRE-BA, o depoimento começou às 9h e foi feito ao Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamim, que foi para a capital baiana.

Os depoimentos ocorrem a portas fechadas. Eles deveriam ser sido feitos no dia 17, mas foram adiados. Santana e Mônica Moura chegaram ao TRE por volta das 8h45 e, por volta das 13h45, ainda não tinham deixado o local.

A determinação do depoimento foi do ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral. João Santana e Mônica Moura foram responsáveis pelo marketing das campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e também na de Lula, em 2006.

Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24.  (Foto: Xando Pereira / Agência A Tarde / Estadão Conteúdo)Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24.  (Foto: Xando Pereira / Agência A Tarde / Estadão Conteúdo)

Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24. (Foto: Xando Pereira / Agência A Tarde / Estadão Conteúdo)

O casal foi preso em fevereiro de 2016 durante a Operação Acarajé, a 23ª fase da Lava Jato, e ficou preso até agosto do mesmo ano. Eles foram condenados na primeira instância por lavagem de dinheiro, fecharam acordo de delação premiada e os depoimentos foram homologados no último dia 4 de abril pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, foram encontrados indícios de que Santana recebeu US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. De acordo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro é oriundo de propina de contratos na Petrobras.

O ex-marqueteiro do PT e a mulher confirmaram ao juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.

Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24.  (Foto: Foto: Xando Pereira/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo)Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24.  (Foto: Foto: Xando Pereira/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo)

Movimento durante a chegada do casal João Santana e Mônica Moura ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, nesta segunda- feira, 24. (Foto: Foto: Xando Pereira/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo)

Ação no TSE

Os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram por unanimidade no dia 4 de abril reabrir a etapa de coleta de provas, autorizar depoimentos de novas testemunhas e conceder prazo adicional de cinco dias para as alegações finais das defesas, com isso o julgamento ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer foi suspenso e poderá ser retomado em maio.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, o prazo para as alegações finais da defesa passará a contar depois que o TSE ouvir as novas testemunhas. Um dos primeiros a serem ouvidos foi o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

O julgamento é motivado por ação impetrada em 2014 pelo diretório nacional do PSDB e pela coligação Muda Brasil, encabeçada na última eleição presidencial pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP). A chapa tucana foi derrotada por Dilma e Temer no segundo turno.

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