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Provas de natação devem acontecer em arena abafada e com muito calor

623540-970x600-1O inverno do Rio de Janeiro está quente. E se a temperatura continuar alta em agosto, os torcedores que forem ver as provas de natação devem senti-lo também à beira da piscina.

O Estádio Aquático erguido para os Jogos Olímpicos não terá refrigeração na área de competição e nas arquibancadas. A Folha visitou a arena  quarta-feira (27) no mesmo horário em que começarão as eliminatórias, às 13h. O local estava abafado, e sensação era de muito calor.

Os termômetros marcaram 33º C às 13h30, segundo o Climatempo. A previsão para as 22h era de 18º C.

O calor havia sido um dos pontos negativos apontados pelos atletas durante o evento-teste, realizado na segunda quinzena de abril.

Parte do problema foi sanado. Segundo o comitê organizador da Rio-2016, as áreas internas que serão usadas pelos nadadores terão ar condicionado. No evento-teste, a refrigeração era feita com ventiladores.

Esses locais também serão maiores, acomodando melhor os todos os esportistas, que haviam dito que as salas para se prepararem para a competição eram acanhadas.

A piscina de aquecimento também ganhou cobertura e refrigeração. No evento-teste, ela estava a céu aberto.

O calor na área de competição, no entanto, deve continuar se o inverno carioca se mantiver quente.

O centro aquático é uma estrutura provisória formada por arquibancadas desmontáveis e vazadas, que permitem a entrada de ar vindo de fora. A fachada é coberta com uma espécie de tela, pintada pela artista plástica Adriana Varejão.

Essa estrutura vazada é a aposta do projeto para garantir a ventilação do local, mantendo a temperatura agradável. Em agosto, as temperaturas costuma ser mais amenas. O centro aquático pode receber até 9.800 pessoas.

Segundo o comitê, não há planos de instalação de ventiladores nas arquibancadas.

A ventilação mecânica havia sido solicitada pela Fina (Federação Internacional de Natação), preocupada com a temperatura à beira da piscina.

O centro aquático teve mudanças em relação ao projeto anterior por conta de cortes de gastos. O teto, por exemplo, é sustentado por pilastras que criam pontos-cegos na arquibancada. A ideia original era que elas não existissem.

Os placares eletrônicos foram pendurados em duas laterais da piscina. O primeiro plano era contar com aqueles que são colocados suspensos no centro da arena, como na NBA.

O custo da ventilação mecânica também era um entrave. O projeto do centro foi desenvolvido pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério do Esporte.

Durante o evento-teste da natação, em abril, o diretor de esportes do comitê organizador dos Jogos, Rodrigo Garcia, afirmara que pesquisas apontavam que, mesmo com a temperatura externa a 30º C, era possível ter ambiente agradável na área de competição.

“Estamos preparando os atletas para fazerem o melhor em quaisquer condições. No Brasil, estamos acostumados a competir no calor, no frio”, afirmou Alberto Pinto, técnico da seleção masculina do Brasil, que faz a parte final de sua preparação no Centro Paraolímpico de Treinamento, em São Paulo.

“Provavelmente quem vem de fora vai sentir mais. Mas essa questão é relativa. Tivemos um Mundial excelente em Roma [em 2009] numa piscina descoberta, com a temperatura a 40º C. Mas, em geral, campeonatos desse nível acontecem em piscinas climatizadas.”

A previsão do tempo desta semana dá um alento. O calor deve diminuir na quinta-feira para voltar com força na segunda. Para o dia 6, estreia da natação, a expectativa, por enquanto, é de 24º C de máxima e 16º C de mínima.

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