Três homens são presos suspeitos de adulterar cilindros de oxigênio em SC – Rádio Cidade FM

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Três homens são presos suspeitos de adulterar cilindros de oxigênio em SC

indice-1Um empresário de Caçador, no Oeste catarinense, e dois funcionários dele foram presos na segunda-feira (26) pela Polícia Civil suspeitos de adulterar cilindros de oxigênio industrial para vender como se fosse medicinal. Segundo os policiais, um idoso morreu depois de usar o produto.

De acordo com a polícia, o oxigênio hospitalar é envasado em cilindros verdes, enquanto o industrial em cilindros pretos, sem o rigor e a tecnologia exigidos para o uso em pacientes. A investigação apurou que o material era entregue em hospitais de Caçador e de outros municípios do Oeste de Santa Catarina.

A suspeita é de que os investigados usassem tinta verde para pintar os cilindros industriais e vendê-los como se fossem medicinais. Quatro amostras do produto foram examinadas por técnicos do Instituto Geral de Perícia (IGP), segundo a Polícia Civil, nas quais foi encontrada oxidação interna, o que pode causar contaminação do gás e prejuízos à saúde dos pacientes.

Apreensões
Os policiais cumpriram ainda seis mandados de busca e apreensão na empresa do suspeito. No local, foram apreendidos cilindros de oxigênio, embalagens com tinta verde, documentos como notas fiscais, que comprovam a venda produto para finalidade medicinal.

Conforme as investigações, este empresário vendia oxigênio medicinal há 12 anos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após três meses de investigações, a polícia identificou também pacientes que foram vítimas do crime e descobriu que um idoso morreu depois de usar o produto adulterado.

Segundo o delegado Eduardo Mattos, o empresário está preso preventivamente por tempo indeterminado no Presídio Regional de Caçador, enquanto os dois empregados estão detidos temporariamente por cinco dias na mesma unidade prisional.

Prisões
“Eles já foram ouvidos e assumiram apenas que comercializavam o produto sem autorização, mas negam ter feito adulterações”, disse Mattos.

De acordo com o delegado, eles podem responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, crimes contra o consumidor, associação criminosa e homicídio.

“O inquérito está em andamento e um dos objetivos da divulgação das prisões é que outras pessoas que estejam usam o oxigênio também denunciem. Com isso, poderemos submeter o produto à perícia para averiguar a regularidade do material”, explicou Mattos.

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